segunda-feira, 18 de julho de 2016

RESENHA: PAPERBOY - PETE DEXTER

Olá Cupcakes! Hoje eu vim trazer pra vocês a primeira resenha do blog ❤️ Espero que vocês leiam até o fim e gostem! Ah, acompanhem o blog no Intagram. ❤️

O livro é narrado por Jack, irmão e filho de pessoas importantes para o jornalismo da época, mas que por sua vez não faz nada de muito útil. Conta a história da prisão de Hillary Van Wetter, que foi condenado pelo assassinato do xerife da cidade sem provas concretas. Na prisão, Hillary se correspondia com a sedutora Charlotte que faz de tudo para livra-lo de sua condenação com a ajuda de Jack e dois amigos jornalistas : Yardley e Ward (irmão de Jack).
Pois bem, Paperboy (Chamado de Obsessão, no filme de Lee Daniels) foi aclamado pela mídia em demasia. Sua escrita é difícil, detalhista (tanto que chega a cansar em alguns pontos), é regada de personagens superficiais e quando está perto da resolução do problema, acaba postergando a solução, coisa que em alguns escritos causa uma mistério gostoso, mas que aqui empobrece a história. Além do mais, em alguns momentos conta com a linguagem baixa, o que o torna inapropriado para algumas idades. Eu mesma não me sentia confortável as vezes.
Quando tive a oportunidade de escolher entre Paperboy e um outro livro, fiz essa escolha porque a sinopse me chamou muita atenção, prometendo um romance em meio à questões políticas, éticas e um assassinato. Talvez tenha sido uma das minhas escolhas literárias mais ruins.
Logo que comecei a ler o livro me pareceu monótono e acabei demorando dias para lê-lo. Não vou mentir e dizer que odiei do início ao fim, não, lá pela boa metade do livro a coisa começou 'a esquentar' e eu senti que o final seria surpreendente bom, cumprindo a promessa de 'prender o leitor até o fim'. É, pois é. O final foi surpreendente sim... surpreendentemente decepcionante. O livro acaba como se alguém estivesse contando uma história a você e percebesse que não tinha mais tempo para o final esperado, então começa a juntar todas as pontas soltas com qualquer desculpa. Este era um daqueles livros que tinha tudo para ser O LIVRO, mas que não chega nem perto. Sinto muito Pete Dexter, mas estou terrivelmente decepcionada.
Apesar de tudo, há um trecho do qual gostei e que deixarei para vocês abaixo:

"Seres humanos cautelosos não presumem serem capazes de escrever a história de um dia para o outro. Eles sabem sobre os danos que os erros podem causar. Meu pai acreditava que erros sempre poderiam ser corrigidos na edição seguinte."


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