sábado, 24 de setembro de 2016

RESENHA: MULHERES QUE NÃO SABEM CHORAR - LILIAN FARIAS.




Oi oi oi meus cupcakes! Vocês estão bem? Hoje eu trouxe a resenha de um livro que você não pode deixar passar. O livro da minha incrível parceira, Lilian Farias!



LIVRO: Mulheres Que Não Sabem Chorar.
AUTOR (A): Lilian Farias.
PÁGINAS: 205.
EDITORA: Giz Editorial.
SINOPSE: “A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionados pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Enquanto isso, Ana e Verônica esbarram ao acaso.

Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Duas jovens livres e independentes. O que as impede de ficar juntas?

“Mulheres que não sabem chorar” é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado.”


Este livro conta a história de quatro mulheres (Marisa, Olga, Ana e Verônica), que ao longo de sua vida foram muito maltratadas. Foram maltratadas por não serem as "mulheres ideais para a sociedade". Essas mulheres, nos desencontros da vida se encontraram. Permitiram-se amar. Permitiram-se esvaziar.


Desde o momento em que eu comecei a ler a obra, eu me empolguei e me prendi. Até mesmo os prefácios, incrivelmente inspiradores, me fizeram ter uma nova visão da vida, da sociedade. A autora escreve sem reservas, abordando temas como sexualidade, abusos e maus-tratos sem medo de preconceitos.


As personagens são muito bem construídas, nos fazendo entrar em sua realidade dolorosa. Tenho que confessar que não gostei muito de Marisa, eu entendi todas as reservas que a faziam ser daquele jeito, mas não consegui sentir um “apego” por ela. 


Porém, com Ana foi diferente. Eu gostei dela desde a primeira vez que apareceu, achei-a forte por ter passado por tudo aquilo e adorei o final dela.


Eu preciso falar da diagramação do livro? É perfeita, assim como seus ensinamentos. A capa é maravilhosa e a obra possui uma divisão de capítulos um tanto incomuns. 
Não são numerados, mas nomeados com flores que tem um significado todo especial a cada capítulo.


Todos, mulheres e homens, deveriam ler esse livro. Como Marisa diria, “o machismo não afeta somente mulheres, mas homens também”. E sim, isso é verdade. As polemicas faladas no livro, nada mais são do que fruto de machismo praticado por pessoas de todos os gêneros, classes sociais e idades no mundo de hoje, nos tempos passados e infelizmente serão levados para o futuro.


Mesmo que você não se considere uma pessoa machista ou uma feminista, leia esse livro. Se emocione. Se encante. Aprenda. Chore. Chore muito. Chore porque você pode, porque você é mulher, transexual, homem, o que for. Chore porque você não precisa se prender ou fingir “ser” perante a sociedade. Simplesmente seja quem quiser e o que quiser, e se para que isso aconteça você tiver que chorar, chore!


Com o final desse livro, eu fico um enorme buquê de prímulas silvestres. E para você, que ainda tem medo de ser quem quer ser, eu entrego um mundo inteiro de verbascos!


Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:


“[...] poderia dizer que um suicida tinha mais estima pela vida que ela.”


“Quando a gente vive com medo, tudo é pretexto para repudiar o novo.”


“Era muito para eu entender que aquela mulher estava anestesiada pelas agressões da vida.”


“Ela e seu sofrimento me levaram para uma montanha-russa em que me recusei a entrar por cinqüenta anos.”


“- É dor. É ácido que corrói. É ferida que não sara. É o mal da humanidade na minha derme. É muita dor.”


“Duvidam muito das mulheres, fazem piadas e nos chamam de sexo frágil. Mas quem já experimentou a força de uma mulher ferida sabe da nossa astúcia.”


Ps: Eu sei que escolhi vários trechos, mas com esse livro... Foi inevitável.


5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Gente que resenha foi essa, a senhora destruiu tudo viu. Amei 👏👏👏👏👏

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