quinta-feira, 16 de março de 2017

RESENHA: FILHOS DA LUA (O LEGADO) - MARCELLA ROSSETI.




Queridos, hoje trouxe para vocês a resenha de um livro que só aumentou a minha adoração pela lua. 🌙💕 Espero que gostem!





LIVRO: Filhos Da Lua (O Legado).
AUTOR: Marcella Rossetti.
PÁGINAS: 488.
EDITORA: Avec Editora.
SINOPSE: “Você consegue imaginar que a vida que te ensinaram a viver pode não ser aquela para a qual nasceu? Que tudo o que acredita pode não ser inteiramente verdade? E que existem criaturas conhecidas como trocadores de pele vivendo entre nós?
Em Filhos da Lua: o Legado, você descobre um novo universo de fantasia urbana, tendo como cenário o nosso país. A autora apresenta uma aventura cheia de mistérios cuja personagem principal é Bianca, uma adolescente que não imagina que sua chegada na cidade desencadearia uma série de acontecimentos capazes de transformar completamente a sua vida e revelar os segredos de um perigoso mundo.”


A obra “Filhos da Lua” conta a história da jovem Bianca Bley, que vive se mudando com sua irmã de consideração, Laura, após a morte de sua mãe e seu padrasto. Em sua última mudança, para Santos, Bianca tem de passar mais uma vez pela sensação de ‘aluna nova’, e com isso enfrenta um vexame: quase desmaiar na frente do garoto mais bonito do colégio e seus amigos.


Nesse momento, ela nem imagina que acaba de conhecer pessoas que podem saber mais sobre ela do que ela mesma. Em meio a acontecimentos completamente estranhos, um amor, superações, desafios e muita luta, Bia vê sua vida mudar de cabeça para baixo quando descobre que pode não ser uma simples garotinha órfã...


Sou obrigada a dizer que fiquei surpreendida com esse livro. A escrita de Marcella (autora) é bem jovem e madura, nos prende de uma forma avassaladora, e tenho a absoluta certeza que se não estivesse tão atarefada (os estudos me consomem!) já o teria terminado há muito tempo.


Toda a trama gira em torno de seres fantásticos como Karibakis, Vorazes, Griats, Pérfidos e até um grande e maligno deus, Hoark, o que fascinou bastante, pois amo histórias desse gênero.


Para mim, foi bem mais interessante ser apresentada a todas as linhagens que existem no livro junto com a personagem principal, do que ver completamente tudo pelo olhar dela. Por conta disso, achei maravilhoso ser um livro escrito em terceira pessoa.


Mesmo sendo escrito da forma dita acima, a autora nos proporcionou momentos com os sentimentos de Bianca, como: suas paixões adolescentes, seu amor pela irmã, o medo de não conseguir ser o que todos esperavam, a coragem que crescia nela a cada luta vencida, entre tantos outros.


E sim, quando falo de luta, não falo só das travadas na mente, mas também das físicas, já que a nossa pequena Bia é, em determinado momento, treinada por Julian, o que a deixa mais confiante faz a sua personalidade crescer mais dentro da história.


E por falar em Julian... Com certeza, estou apaixonada. Ele foi uma dos personagens que mais gostei, fora Bianca, e achei lindo ver o interior dele ser revelado, apesar de algumas de suas atitudes no início me irritarem um pouquinho.


Vou me permitir dizer que mesmo que esse livro nos apresente muitas coisas sobre o novo mundo de Bianca, ele foi só o começo de algo muito maior. Pois, se a intenção da autora era nos deixar desesperados pela continuação, ela conseguiu e merece até um prêmio!


 Já quero e preciso muito do segundo livro! Indico muitoooooooo!


Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:


“– Eu sou Julian – imitou ele com voz dramática –, aquele cujo olhar ignora o aquecimento global e congela qualquer coisa viva por onde anda. Eu sou Julian, cuja sombra gera blackouts e cuja risada mata qualquer criancinha de medo.”


“– A morte nunca é um acordo vantajoso – disse ele, enquanto seu corpo estremecia pronto para finalmente liberar sua fúria.”


“– Você precisa abraçar a dor, Bianca. Senti-la não é o problema. O problema é ficar incapacitada por ela.”


“Nem sempre a verdade pode ser descoberta com uma simples palavra [...].”



“-[...] Eu posso aceitar o medo da vida ou me deixar cair, desistir, pois acho que nem mesmo eu sobreviveria ao dano maciço dessa queda.”

2 comentários:

  1. Discuto muito isso com a Marina, sobre como ler algo em primeira ou terceira pessoa pode trazer pontos positivos ou negativos, melhorando ou não a leitura. Pode ser uma descoberta e trazer revelações. Gostei muito da sua resenha e o tenho aqui para ler, adiei por ser grandinho mas pretendo ler em breve!

    Um beijo, Carol
    Blog com V.

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    1. E não é? 💖 Leia mesmo, vai gostar bastante!

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