sábado, 6 de maio de 2017

RESENHA: CONSPIRAÇÃO NAZI - GUTO DOMINGUES.



Hoje trouxe uma resenha conspiradora para vocês, cupcakes! Quem ai acredita que Hitler não morreu?!



LIVRO: Conspiração Nazi.
AUTOR (A): Guto Domingues.
PÁGINAS: 254.
EDITORA: Penalux.
SINOPSE: “Leandro sempre sonhou em escrever ficção. Mas não imaginava as complicações disso. O que acontece quando não sabe onde a ficção termina e começa a realidade? Qual a linha que limita as duas dimensões? O destino e o acaso podem fazer a cortina que separa a realidade da ficção se romper? Nosso amigo escritor não imagina, nem em seus sonhos mais loucos, que vai finalmente esbarrar em situações onde seu cotidiano vai se misturar com todas as cenas de filmes B a que assistiu na adolescência. Nazistas na América do Sul? Aos milhares? A única frase que martela sua cabeça é: Onde foi que me meti?”


“Conspiração Nazi” nos transposta para a vida de Leandro, um jovem que sonha em escrever ficção, mas não um livro qualquer. Ele quer um livro de entretenimento revolucionário! Então, ele dá inicio à estória de Afonso.


Afonso acaba de herdar um hotel de seu tio, pois este se suicidou. Desconfiado desse suicídio, Afonso resolve investigar e descobre no hotel e na casa do tio, documentos e objetos que o levam a crer em algo inusitado: Hitler pode não estar morto!


Sendo Afonso um historiador e com seu coração querendo vingança por seu tio, ele decide desbravar essa trama e desmentir a maior mentira do mundo, usando da ajuda de Valeria (sua namorada) e Marcelo (seu amigo).


Contudo, nem Afonso e muito menos Leandro imaginam quais serão as consequências de seus atos. Ambos, escritor e personagem, vão descobrir que os perigos de mexer com algo quieto, são imensuráveis...


Trazendo um tema forte e criando uma estória dentro de uma estória, Guto (autor) traz a seus leitores questionamentos que há muito foram esquecidos. A Guerra terminou daquela forma mesmo? Seria possível que Hitler não tivesse se suicidado? E as ratlines – linhas de rato, para a fuga de oficiais nazistas -, foram ou não usadas?


O livro tem uma escrita formal, mas de fácil entendimento. É cheio de diálogos, em ambas as tramas, e traz a narrativa de Guto e de Leandro, porém Afonso tem seu desenrolar em terceira pessoa.


Tenho de confessar que no inicio fiquei um pouco confusa com tantos focos narrativos, mas logo me acostumei. Uma coisa que acabou me incomodando foram algumas contradições encontradas, como: há um momento em que Alfred Winkelman era irmão d seu pai e logo depois diz que era irmão de sua mãe. Valéria e Afonso são amigos, há sim uma certa atração, mas quando realmente viram namorados? Em outro momento, Marcelo diz a Afonso que não foi permitido gravar a conversa com um dos personagens, porém logo depois diz que seu depoimento está gravado em fitas. Com a leitura fiquei sem saber se esses trechos foram esquecimentos do autor final Guto, ou do iniciante escritor Leandro.
Fora essas pequenas coisinhas citadas acima, o livro me agradou bastante. Bastante ação, suspense e conspirações. Além de ter reviravoltas bárbaras! A diagramação também é bem boa, divisão em capítulos numerados (alguns nomeados) e a capa que chama bastante atenção.


Quero ler a sequência logo logo! Esse final é de tirar qualquer um do sério.


Deixo abaixo, para vocês, a seleção de trechos:


“"[...] Acredite que a sorte aparece para alguns. O universo conspira.


“[...] Também não me importo com as motivações de tudo. Só acredito que algumas vezes na vida a espiral converge para você e o furacão te carrega para algo que muito acreditam ser sorte e outros em destino. Eu acredito na vaidade. A vaidade é só o que há na face da Terra.”


“Nunca uma frase tão simples e objetiva teve um impacto tão grande. O mundo se abriu em fendas fervilhando lava em suas entranhas, o sol escureceu e esfriou, as estrelas apagaram e caíram todas sobre a terra e todo o sortilégio de feitiços e desgraças que bruxas, magos e necromantes poderiam criar se espalhou sobre a terra.”


Nenhum comentário:

Postar um comentário