quinta-feira, 8 de junho de 2017

RESENHA: 100 FOLHAS DE AMOR - MANOEL ASSIS RODRIGUES BORGES.



Ahhh, hoje a resenha é apaixonante!




LIVRO: 100 Folhas de Amor.
AUTOR (A): Manoel Assis Rodrigues Borges.
EDITORA: Produção Independente.
PÁGINAS: 199.
SINOPSE: "Nossa vida é um paginar de folhas... Escolhamos a numeração do amor, para ser colocada no nosso livro do tempo. As folhas aspergirão perfume nas palavras escritas..."


Encontramos no livro “100 Folhas de Amor” uma grande coletânea de poemas apaixonantes, sendo eles falando sobre as mais variadas vertentes do amor.


A obra possui poemas de amor familiar, amor carnal, amor a dois, amor platônico, amor amigo, amor pelas terras natais, amor sofredor, amor alegre... Todo e qualquer tipo de amor, afinal o que seria de nós sem ele, certo?


Mesmo não parecendo, quem me conhece sabe que gosto muito de poemas e o livro de Manoel (autor) me conquistou. Como o próprio autor diz no inicio dele, seus poemas não seguem a risca a métrica intelectual, mas sim o padrão de seu coração.


Essa característica somente do autor, nos permite desvendá-lo um pouco mais do que ele permite em seus textos poéticos. Esse momento entre leitor e autor é algo que sempre espero encontrar na leitura, mesmo que pequeno, e muitas vezes não encontro.


Apesar do titulo, o livro conta com quase 200 páginas e elas transcorrem muito bem. As palavras singelas e atiçadoras em conjunto, assim como é o amor em si, formam poesias lindas, daquelas que seriam possíveis de se ler em meio a romances de jovens apaixonados antigamente.


A diagramação traz o lado mais gracioso do amor. Todas as páginas trazem pequenos desenhos de múltiplos corações diferentes e a capa, pintada por Ana Fernanda da Silveira Amorim (11 anos), mostra a meiguice com que o amor conta muitas vezes.


Ler essa obra foi uma experiência encantadora. Espero por mais obras do autor!


Deixo abaixo, para vocês, o poema que, para mim, mais tem a essência do amor:


“No Amor

No amor, quanto menos expectativa houver, melhor.
Deixe-o fluir pelas asas da emoção.
Não o aprisione em regras e ponderações
E, quando duvidas suscitarem, recolha as incertezas
De grão em grão.

No amor, não há que se ter medo de perder
O sentimento de perda não é vinculado a ele.
Do amor só se extrai a satisfação e o prazer
A alegria descontraída e intensa de viver.

No amor, não se deve barganhar.
Nele, o único escambo a existir é a cumplicidade
A permuta conivente de carinho e afetividade.
Pois amor é um sentimento raro e esplendor
E como tal, desde o nascimento, sabe apenas ofertar.

No amor, há apenas verdade...
Quem ama não mente!
Quem ama fala com o coração, somente.
E o coração é o que possuímos demais verdadeiro.

É sinônimo de autenticidade. “

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