quinta-feira, 31 de agosto de 2017

RESENHA: PRESSÁGIOS DE GUERRA (CORAÇÕES NAS SOMBRAS) - ALLAN FRANCIS.





Boa tarde meus cupcakes! Tivemos uma paradinha nas resenhas aqui, mas hoje voltamos com tudo! Espero que gostem 💗







LIVRO: Presságios de Guerra (Corações Nas Sombras).
AUTOR (A): Allan Francis.
PÁGINAS: 736.
EDITORA: Chiado.
SINOPSE: “Quando eu olhei através do passado eu finalmente compreendi o que você entenderá aos poucos. Ver a queda e extinção dos centauros por sua sede de poder foi apenas o estopim de algo maior, pois o mal que despertaram no mundo inferior (Agonia) embora selado por Círdan o elfo, desencadeou uma série de acontecimentos que narro para ti. Aquilo bastou para que Goldax o imortal que liderou os orcs por duzentos anos encontrasse um mestre que lhe prometeu libertar os orcs de seu exílio. Depois de sua derrocada, o dragão negro ressurgiu avido por poder e adoração, a ponto do rei dos dragões lhe temer. A Casa de Prata com intenções desconhecidas começou a roubar um a um os talismãs de Ifíanor. O mundo aos poucos começou a odiar os magos, seus antigos benfeitores, e uma mente brilhante surgiu com a finalidade de equilibrar as coisas, mas ele não sabia que seus atos acarretariam uma guerra sem fim. Então meu amor, meu confidente e meu amante, se lhe conto sobre o passado é para que você entenda o meu papel no presente e o porquê de termos nos separados. Escolhi nomear este relato de Corações nas Sombras e acredito que você entenderá o motivo.”




“Presságios de Guerra” é o primeiro volume de uma nova série que promete muito: Corações Nas Sombras. O livro se trata de um mundo totalmente diferente do nosso, Ifíanor, e traz inúmeros personagens, mas tem seu início com a carta de uma jovem mulher chamada Sindara.



Sindara escreve essa carta (todo o livro em si) para um amor perdido tencionando contar-lhe tudo o que presenciou e a fez ter que ir embora. Sindara conta sobre como os orcs organizam-se em um levante contra o mundo, como um dragão negro e sorridente deseja o poder matando todos em seu caminho, como os talismãs que protegem o mundo de um mal estrondoso são roubados e como todas essa ações estão ligadas. Sindara relata uma guerra sem fim.



O livro quase que gigante me remeteu muitas vezes as obras de George R.R. Martin, tendo como principal semelhança o grande número de capítulos reservados para cada personagem e o fundo de guerra.



Demorei um tempo grande para finalizar a leitura, mas não por achar a trama ruim. Pelo contrário, apesar de ser um pouco lenta para mim, os detalhes são muitos e isso me fez ficar imersa na leitura, me transformei em orc, dragão, elfa, maga, viajante, caçadora e até mesmo uma nova e simples humana.



Presságios de Guerra é um nome incrível para essa obra, já que se trata realmente disso: presságios. Presságios de que muito mais está por vir, que esse volume foi só uma iniciação para um novo mundo que reserva muita, mas muita coisa aos seus novos residente: os leitores!



Personalidades majestosamente diversas são encontradas na leitura, mas se prestarmos bastante atenção veremos que cada característica definitiva de um personagem é um ponto que se junta com outros mais para formar um ser humano. Não sei se foi uma intenção do autor, Allan, causar isso, mas ele conseguiu.



Uma das únicas coisas que me incomodaram durante a leitura foram alguns erros de escrita. Claro que erros são normais, principalmente em um livro deste tamanho, mas uma revisão é uma boa dica para deixá-lo ainda melhor.



Já a diagramação faz seu papel lindamente. Capa chamativa, divisão capitular (numerada e com o nome do personagem narrador), índice e um mapa sensacional.



Este é um livro que sempre ficará em minha memoria com toda sua aventura e ferocidade e por isso já estou sedenta pelas continuações. Recomendo muitíssimo!



Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:


“Parecia que nenhum mal se avizinhava, embora ele sentisse que as trevas aos poucos deitariam seu manto frio nas aragens de Vescra. Era mais um de seus pressentimentos, o mal às vezes lhe cantava aos ouvidos e ele nada podia fazer.”



“-Alfris, a morte quando certa, sempre vem com um olhar conhecido e com julgamento.”



“O futuro é algo tênue e muito maleável, quando se olha para ele já se corre o risco de mudá-lo.”



“Existe um ditado em Vescra que diz ‘o tolo peca pela falta de percepção, o distraído pela percepção ao desnecessário, o inconsequente por dar valor em excesso à sua percepção’.”



“- Torturar nunca é uma coisa boa. Corremos o risco de nos modificar [...].”



“[...] Acreditar no amor significa se agarrar a falsas esperanças? [...]”



“Sua mãe sempre a avisou que a expectativa das pessoas era a janela certa para a decepção.”




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