Boa tarde pessoal! Hoje trouxe a resenha do livro sequencial ao da última. Espero que gostem!
LIVRO: Cela Sem Portas.
AUTOR: Marcel Trigueiro.
PÁGINAS: 323.
EDITORA: Produção Independente.
SINOPSE: ”Portador
de uma forma rara de esclerose, Miguel consegue mover apenas os olhos,
pálpebras e parte da mão direita, o que lhe permite ter um mínimo de
independência para portar-se normalmente no mundo cibernético e sair-se
relativamente bem na escola. Como ontem foi dia dos professores, Miguel redigiu
e sua mãe transcreveu de próprio punho uma pequena carta que pretendem entregar
à professora preferida dele, numa singela homenagem, assim que ela chegar para
dar aula.
Nessa mesma manhã excepcionalmente quente de primavera, pouco mais de quinze pessoas são feitas reféns por dois homens armados dentro de um ônibus próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Tirar as vítimas das garras daqueles sequestradores deveria ser competência exclusiva das forças policiais cariocas. Entretanto, depois que a Polícia Civil começa a agir e a imprensa monta seu aparato para que todo o país fique ciente do que está acontecendo, uma fatalidade faz com que o agente federal de Inteligência Matheus Erming entre na operação. A partir daí, a situação vai ficando cada vez mais desesperadora para todos os que acompanham o sequestro.
Para Miguel e sua mãe, que assistem a tudo na escola, o desespero e a sensação de impotência são amplificados quando se deparam com uma dura realidade e uma possibilidade talvez não tão remota. A realidade: a professora não chegará a tempo para a aula. A possibilidade: que aquela carta jamais seja lida.”
Nessa mesma manhã excepcionalmente quente de primavera, pouco mais de quinze pessoas são feitas reféns por dois homens armados dentro de um ônibus próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Tirar as vítimas das garras daqueles sequestradores deveria ser competência exclusiva das forças policiais cariocas. Entretanto, depois que a Polícia Civil começa a agir e a imprensa monta seu aparato para que todo o país fique ciente do que está acontecendo, uma fatalidade faz com que o agente federal de Inteligência Matheus Erming entre na operação. A partir daí, a situação vai ficando cada vez mais desesperadora para todos os que acompanham o sequestro.
Para Miguel e sua mãe, que assistem a tudo na escola, o desespero e a sensação de impotência são amplificados quando se deparam com uma dura realidade e uma possibilidade talvez não tão remota. A realidade: a professora não chegará a tempo para a aula. A possibilidade: que aquela carta jamais seja lida.”
“A minha cela não tem portas. Tem apenas uma minúscula janela,
por onde jamais conseguirei passar. Mas se essa janela está hoje totalmente
aberta, é graças a pessoas especiais como você.”
“Cela Sem Portas” conta uma
nova história da trajetória do agora detetive, Matheus Erming. Em uma manhã
tipicamente quente do Rio de Janeiro, ele recebe a notícia que alguém que
conhece há muito tempo faleceu e pode estar envolvido em um evento cheio de
terror.
Esse evento é o sequestro de um
ônibus, com cerca de 15 reféns, por dois homens que querem a liberdade de um chefão
do crime. Dentre esses reféns está Ângela, uma professora muito querida que dá
aulas para uma turma de adolescentes especiais, como Miguel.
Miguel é portador de
esclerose e consegue movimentar apenas pouquíssimas partes de seu corpo,
contudo esse controle – ainda que pequeno – poderá ajudar muito Matheus e Ângela.
Afinal, nem sempre podemos saber quem está do nosso lado...
Mais uma vez, Marcel (o autor)
conseguiu me surpreender e reafirmar a minha paixão por esse gênero literário.
Como disse na resenha do primeiro livro (leia aqui), “Cela Sem Portas” prometia, e acabou se superando.
Com menos informações técnicas,
somos apresentados a uma variedade maior de personagens. Ou seja, as cenas se
intercalam umas com as outras e são separadas por horas referentes ao sequestro
(salvo algumas cenas de anos anteriores).
Em todas as páginas enfrentamos
uma corrida contra o tempo com os personagens já que os ‘cavalheiros do
sequestro’ afirmam que a cada hora sem a liberdade de seu chefe, uma pessoa
morrerá. E dessa afirmação, muitas surpresas são vistas.
Incrivelmente envolvente, a trama
- narrada novamente em terceira pessoa – nos faz querer ler mais e mais sem nem
tirar os olhos do livro. Sofri por ter terminado e ter que me desvencilhar dos
personagens.
Com a diagramação simples, mas
linda, e sem erros como o primeiro livro, essa obra deve ser lida por todos os
amantes de suspense. Já tive vários pedidos de empréstimos!
Super amei ter mais esse convívio
com essa escrita divina. Quero mais!
Deixo abaixo, para vocês, a
minha seleção de trechos:
“Não havia limites para a crueldade e a covardia, isso era
uma coisa que se aprendia depois de alguns anos na polícia.”
“[...] Sim, dava valor a pequenas coisas, até por força do
destino, e uma das coisas ditas pequenas na realidade são enormemente importantes
é a amizade. Simples amizades sinceras davam sentido a sua vida.”
“Quem dispara uma vez, dispara duas.”

Adorei a foto que você tirou e este livro embora tenha ido para a outra adm, deixou-me completamente interessada! Parece fantástico, e pela sua resenha, ele o é. Adoro livros com essa temática e abordagem, desejo sucesso ao autor e que ele receba reconhecimento com sua obra :)
ResponderExcluirUm beijo, Carol
Blog com V.
Pelo que já li de suas resenhas, você iria gostar mesmo desse livro. Espero que consiga lê-lo um dia. Beijão <3
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