quinta-feira, 20 de julho de 2017

RESENHA: UM AMOR DE MUITOS VERÕES - ANA FARIA.



Hey hey cupcakes, hoje a resenha é de um livro ganhado em um concurso da parceira Ana Faria. Apreciem! 




LIVRO: Um Amor de Muitos Verões.
AUTOR (A): Ana Faria.
PÁGINAS: 261.
EDITORA: Letramento.
SINOPSE: “Guilherme e Silvia se conheceram em Arraial do Cabo quando ainda eram jovens e se reencontraram por três verões seguidos, vivendo um grande amor e uma profunda amizade. A vida e a distância fizeram com que cada um seguisse o seu caminho, guardando com carinho as lembranças daqueles verões que passaram juntos. Depois de doze anos, Silvia retorna a Arraial do Cabo, mais bonita, mais madura... e com o coração partido. Ela vive um momento triste, que desafia suas virtudes da fé, perdão, esperança e amor. Arraial do Cabo é o seu refúgio, em razão das belíssimas paisagens e das preciosas memórias que guarda. O reencontro com Guilherme é inevitável, embora ela não tenha ido até lá para vê-lo exatamente. Seria possível o amor que sentiam um pelo outro ter sobrevivido tanto tempo? Será que um amor assim tão grande teria a capacidade de curar o coração ferido de Silvia? O tempo seria um inimigo ou um aliado? Esta é uma história de como o amor pode ir muito além da paixão e resistir às imposições do espaço e do tempo.”


Apaixonante e cheia de maresia é como começa esse romance. Após um ano letivo difícil e a separação dos pais, Silvia e sua mãe decidem fazer uma viagem de férias e a cidade escolhida é Arraial do Cabo. Entrando na vida adolescente, a jovem Silvia acaba conhecendo Guilherme, o filho de um dono de quiosque lindo e simpático. 


Ambos se apaixonam imediatamente e passam todo o período de férias juntos. Mas como sabiam desde o inicio, o verão acabaria e Silvia voltaria para Belo Horizonte enquanto Guilherme ficaria em Arraial. Como em todo amor adolescente muitas promessas acontecem, e a de voltar em todos os verões para ficarem juntos é a mais persistente.


Contudo, a vida transcorre por caminhos inevitáveis e mesmo que Silvia tenha cumprido por algum tempo sua promessa, a relação dos jovens esfria e em um dos muitos verões ‘termina’.


Após doze anos sem pisar nas areias de Arraial, Guilherme e Silvia se reencontram depois de um casamento fracassado dela. Como se não bastasse só isso, Silvia tem um desejo grande e tem medo do que Guilherme pensara dele. Será esse amor de muitos verões forte o suficiente para resistir a tudo isso?


“Um Amor de Muitos Verões” desenrola-se entre duas histórias paralelas da vida de Silvia e Guilherme. Alguns capítulos são de quando se conheceram, outros do presente e alguns são lembranças fazendo uma mistura gostosa para que nós, leitores, possamos entender tudo o que houve com o casal.


Com todo esse romance e esse fundo lindo, Ana (autora) cria uma estória extremamente cativante. Essa não é a primeira obra que leio dela e com esse reencontro muitas características de sua escrita ficaram claras. 


Características essas como o amor descrito tão belamente e cheio de infortúnios que só o fortalecem – como há em seus outros romances - ou as menções a Deus e como Ele é importante na vida de todos, mostram que tanto os personagens quanto a autora tem uma forte e interessante personalidade.


Os personagens principais são muito bem desenvolvidos, mas os secundários (mesmo que alguns apareçam muito pouco) também tem uma boa desenvoltura e ganham bem o seu espaço na trama.


Já a diagramação é tão fofa quanto restante da obra, com divisão capitular nomeada e uma capa e se fosse diferente estragaria. Cada pedacinho do livro contribuiu para que a obra fosse esse romance tão arrebatador.


Por fim, digo que indico muito esse livro e espero ansiosa por mais obras de Ana!


Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:


“A vida é muito curta para ficarmos presos a pessoas que não merecem o nosso amor.”


“A morte não fazia parte da visão. Para eles existia apenas vida, amor e liberdade.”


“Não podemos impedir um relacionamento só porque temos medo. Isso é burrice.”


“- Quem ama se preocupa, quer ter a certeza de que a pessoa está bem e não corre perigo.”

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