Hoje trouxe uma resenha conspiradora para vocês, cupcakes! Quem ai acredita que Hitler não morreu?!
LIVRO: Conspiração Nazi.
AUTOR (A): Guto Domingues.
PÁGINAS: 254.
EDITORA: Penalux.
SINOPSE: “Leandro sempre sonhou em escrever ficção. Mas não imaginava
as complicações disso. O que acontece quando não sabe onde a ficção termina e
começa a realidade? Qual a linha que limita as duas dimensões? O destino e o
acaso podem fazer a cortina que separa a realidade da ficção se romper? Nosso
amigo escritor não imagina, nem em seus sonhos mais loucos, que vai finalmente
esbarrar em situações onde seu cotidiano vai se misturar com todas as cenas de
filmes B a que assistiu na adolescência. Nazistas na América do Sul? Aos
milhares? A única frase que martela sua cabeça é: Onde foi que me meti?”
“Conspiração
Nazi” nos transposta para a vida de Leandro, um jovem que sonha em escrever ficção,
mas não um livro qualquer. Ele quer um livro de entretenimento revolucionário!
Então, ele dá inicio à estória de Afonso.
Afonso acaba
de herdar um hotel de seu tio, pois este se suicidou. Desconfiado desse suicídio,
Afonso resolve investigar e descobre no hotel e na casa do tio, documentos e
objetos que o levam a crer em algo inusitado: Hitler pode não estar morto!
Sendo Afonso
um historiador e com seu coração querendo vingança por seu tio, ele decide
desbravar essa trama e desmentir a maior mentira do mundo, usando da ajuda de
Valeria (sua namorada) e Marcelo (seu amigo).
Contudo, nem
Afonso e muito menos Leandro imaginam quais serão as consequências de seus
atos. Ambos, escritor e personagem, vão descobrir que os perigos de mexer com
algo quieto, são imensuráveis...
Trazendo um
tema forte e criando uma estória dentro de uma estória, Guto (autor) traz a
seus leitores questionamentos que há muito foram esquecidos. A Guerra terminou
daquela forma mesmo? Seria possível que Hitler não tivesse se suicidado? E as ratlines – linhas de rato, para a fuga
de oficiais nazistas -, foram ou não usadas?
O livro tem
uma escrita formal, mas de fácil entendimento. É cheio de diálogos, em ambas as
tramas, e traz a narrativa de Guto e de Leandro, porém Afonso tem seu
desenrolar em terceira pessoa.
Tenho de
confessar que no inicio fiquei um pouco confusa com tantos focos narrativos,
mas logo me acostumei. Uma coisa que acabou me incomodando foram algumas contradições
encontradas, como: há um momento em que Alfred Winkelman era irmão d seu pai e
logo depois diz que era irmão de sua mãe. Valéria e Afonso são amigos, há sim
uma certa atração, mas quando realmente viram namorados? Em outro momento,
Marcelo diz a Afonso que não foi permitido gravar a conversa com um dos
personagens, porém logo depois diz que seu depoimento está gravado em fitas. Com
a leitura fiquei sem saber se esses trechos foram esquecimentos do autor final
Guto, ou do iniciante escritor Leandro.
Fora essas
pequenas coisinhas citadas acima, o livro me agradou bastante. Bastante ação,
suspense e conspirações. Além de ter reviravoltas bárbaras! A diagramação
também é bem boa, divisão em capítulos numerados (alguns nomeados) e a capa que
chama bastante atenção.
Quero ler a sequência
logo logo! Esse final é de tirar qualquer um do sério.
Deixo abaixo,
para vocês, a seleção de trechos:
“"[...] Acredite
que a sorte aparece para alguns. O universo conspira.”
“[...] Também não me importo
com as motivações de tudo. Só acredito que algumas vezes na vida a espiral
converge para você e o furacão te carrega para algo que muito acreditam ser
sorte e outros em destino. Eu acredito na vaidade. A vaidade é só o que há na
face da Terra.”
“Nunca uma frase tão simples
e objetiva teve um impacto tão grande. O mundo se abriu em fendas fervilhando
lava em suas entranhas, o sol escureceu e esfriou, as estrelas apagaram e
caíram todas sobre a terra e todo o sortilégio de feitiços e desgraças que
bruxas, magos e necromantes poderiam criar se espalhou sobre a terra.”

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