Opa, opa cupcakes, como estão? Nessa noite fria trouxe a resenha de um clássico! Espero que gostem!
LIVRO: Iracema.
AUTOR (A): José de Alencar.
EDITORA: Vozes.
PÁGINAS: 198.
SINOPSE: “ Publicado em 1865, Iracema
compõe a tríade indianista de José de Alencar, nosso principal escritor
romântico e referência nos estudos de identidade e nacionalismo durante o
período romântico. Autor de uma obra vastíssima e marcada pela multiplicidade
ideológica e criadora, José de Alencar fez uma perfeita associação entre o
artístico-literário e o histórico-político, especialmente em Iracema. Esta obra
explora a problemática - sempre aberta - da nossa identidade nacional, dos
aspectos que constituem a nossa brasilidade e o nosso ethos enquanto nação.”
“Iracema”
discorre sobre um período muito importante para o Brasil: a época em era quase
que exclusivamente habitado por índios. Uma virgem dos lábios de mel é a nossa índia
guerreira protagonista da história – Iracema.
Em meio a uma
vida na mata Iracema conhece Martin, um colonizador português que era amigo de
uma tribo indígena rival a sua. Após ‘selarem a paz’, a jovem índia leva o português
para sua aldeia, onde ele passa alguns dias nos quais o casal se apaixona.
A paixão, um
tanto proibida, os leva a seguir uma vida juntos deixando uma guerra indígena para
traz. Contudo, a nação portuguesa nuca saiu totalmente de Martin, assim como a família
indígena nunca foi esquecida por Iracema. Esse é um dos motivos que leva o
casal guerreiro a se distanciar. Mas, será que o amor forte que tiveram acabou
ali, nas saudades do passado, ou estava só adormecido?
Tenho que
dizer que esse foi o primeiro livro que li de José de Alencar e já logo comecei
com um verdadeiro clássico do romantismo. Pois é, nessa obra é clara a especificação
das personagens, ou você é bom, ou é mal. Ou ama, ou não ama. E quando ama, ama
fervorosamente. Além de claro, possuir grande riqueza de detalhes.
No início da leitura,
mesmo com a conversa que o autor se propõe a ter conosco nos dando algumas
notas (o que também ocorre ao final da leitura), fiquei bastante confusa. Não
sei se pelo vocábulo bem mais rebuscado, ou pela linguagem indígena que é
meticulosamente encaixado na trama. Só sei que muitas vezes mim não entender o que se falava.
Mesmo que já
esteja em um ano escolar no qual não se estuda mais o romantismo e sim o
modernismo, foram feitas menções ao livro que me ajudaram a entender um pouco
mais da vontade do autor de retratar as batalhas indígenas, a colonização do Brasil
e claro, idealizar uma índia esplendorosamente linda como nenhuma outra.
Até porque convenhamos
se lermos essa obra superficialmente, só terá uma mulher que é infeliz em seu
casamento. Uma paixão desesperadoramente doce e diálogos de difícil compreensão.
Mas, tente enxergar as mensagens nas entrelinhas e verá a magia do livro!
Não falando
mais das palavras e mensagens ocultas de Alencar, entro agora na diagramação já
conhecida da parceira Editora Vozes. Com seus costumeiros capítulos numerados,
notas de rodapé e comentários finais, não deixa de ser linda. Ainda mais com
essa capa super condizente retratando muito bem a natureza expressa no livro.
Sem mais
procrastinação digo que gostaria bastante de ler outras obras do autor,
contanto que não tenha tamanha complexidade na linguagem!
Deixo abaixo,
para vocês, a minha seleção de trechos:
“[...] Se
queres dormir, desçam sobre ti os sonhos alegres; se queres falar, teu hospede
escuta.”
“- Se a
lembrança de Iracema estivesse n’alma do estrangeiro, ela não o deixaria
partir. O vento não leva a areia da várzea, quando a areia bebe a água da chuva.”
“Os dois
irmãos encostaram a fronte na fronte e o peito no peito, para exprimir que não
tinham ambos mais que uma cabeça e um coração.”
“A tarde é a
tristeza do sol. [...]”

Hahahahaha adorei a sua fala beeeem formal. Sobre a resenha, impecável. Parabéns Carol. Ficou ótima mesmo ��
ResponderExcluirwww.blogdiversamente.blogspot.com
ahh Mari <3 Muito obrigada lindona!
ExcluirOi, Carol! Eu concordo com você, muitas vezes "mim não entendeu absolutamente nada". Mas, ao contrário do que você disse, não vi magia nenhuma. Odiei cada palavra desse livro. Não sei se foi porque o li obrigada (para fazer um exercício) ou porque odeio essa linguagem e odiei a história, mas a resenha ficou muito boa! E me ajudou a responder umas questões haha! <3
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