sábado, 27 de maio de 2017

RESENHA: RESQUÍCIOS DE NÓS MESMOS - SAULO MOREIRA.




Como prometido, trago hoje a resenha de mais uma obra do autor mistério Saulo Moreira. 



LIVRO: Resquícios de Nós Mesmos.
AUTOR (A): Saulo Moreira.
EDITORA: Produção Independente.
PÁGINAS: 246.        
SINOPSE: “A personalidade é formada por traços genéticos, histórico pessoal de convivência e pelas nossas crenças. Como você se sentiria se acordasse em uma cama de hospital, aos dezessete anos de idade, com os pais já falecidos e sem se lembrar nada sobre você mesmo?
Essa é a história do Detetive Sandro, que hoje, aos trinta anos de idade, não tem certeza de quem realmente é ou das pessoas em quem pode confiar.
Nerd e desanimado, passa a maior parte do seu tempo livre jogando no console ou no celular. Inteligente, também gosta de quebra cabeças como sudoku. Seu maior problema é a falta de vontade em se enturmar ou socializar.
Mesmo sendo um excelente profissional, tem que aturar as cobranças exageradas do Delegado José de Arimatéia e a petulância do Detetive Alisson, pra piorar, esses dois são pai e filho.
Ateu e confiante no método científico, terá a rotina e a própria existência abalada ao ter que desvendar um assassinato envolvendo a filha do delegado e, pior ainda, uma das testemunhas jura ter visto uma luz fantasmagórica.”



O livro “Resquícios de Nós Mesmos” conta a estória do detetive Sandro, um detetive policial na casa dos 30 que perdeu a memória aos 17 anos, fato que mudou sua vida. Em um dia de folga ele recebe uma ligação que trará novas descobertas para sua vida: um grupo de adolescentes presenciou um assassinato em uma casa mal-assombrada. Casa essa que foi o palco de seu acidente com perca de memória.


Não bastasse isso, os adolescentes garantem que o assassino é um fantasma, o que leva Sandro a duvidar de suas crenças quando percebe que isso pode ser a realidade.


Enfrentando vários problemas que ligam esse assassinato a seu acidente e colegas de adolescência, o detetive entra em uma busca desesperada pela verdade e pelo garoto que se perdeu quando ele era jovem. Será mesmo um fantasma o protagonista dessa investigação, e se sim, qual sua ligação com Sandro? Descubram lendo!


A estória proposta por Saulo (autor) tem como fundo o mundo sobrenatural, trazendo o mais típico deles: um fantasma. Contudo, seria esse um fantasma do passado, ou um fantasma real do tipo que tem ectoplasma e tudo mais? Quem sabe seria os dois?


O livro é em boa porcentagem narrado somente por Sandro, mas outros personagens também ganham vez dentro da trama, completando-a. Esse quesito foi um detalhe que fez ficar mais real a ligação do leitor com a obra. E que obra!


Dono de uma melhor lapidação do que em sua primeira obra (O Grupo), Resquícios de Nós Mesmos traz novamente um mistério, mas dessa vez está mais ligado ao terror. Cheguei ao clímax do livro no meio de uma madrugada e tenho de dizer que fiquei com os cabelinhos da nuca em pé.


E foi finalizado em uma madrugada por quê? Bem, porque eu estava com aquele pensamento de leitora “só mais um capítulo...”, e a cada capítulo fantasmagórico a estória ficava cada vez melhor, impossibilitando a pausa.


Saulo tem uma escrita super gostosa e fluida que, mesmo trazendo tanto suspense e sendo a causadora de muitas unhas roídas, pede para ser lida cada vez mais.


O livro tem um final muito impactante, já que o personagem principal acaba por conhecer fatos sobre si mesmo e as pessoas ao redor dele que o levam a tomar atitudes drásticas, mas para mim não poderia ser outro. É daqueles que fazem o leitor fica olhando um tempão para o nada. O que para mim são os melhores!


Além de tratar do assunto fantasma, o livro tem também muito dos significados dos sonhos, viagens astrais e outras figuras do sobrenatural. Esses temas estão bem definidos na diagramação e capa da obra, formando um conjunto místico.


Eu recomendo muito, e já estou completamente louca por novas obras do autor!


Deixo abaixo, para vocês, a minha seleção de trechos:


Sempre gostei de ouvir histórias do passado, acredito que ele defina o presente.”



“Palavras são a tradução do que sentimos e emoções são capazes de mudar o mundo.”


“Ele se sentou com o violão no colo. Aquele instrumento representava o maior problema de sua vida. Sandro sempre acreditou que pessoas são fruto do meio, que nossas experiências criam a nossa personalidade. Então como ele poderia saber quem ele era de verdade se não sabia nada de si até os dezessete anos? Não se lembrava dos pais que o criaram e nem do violão que diziam ser sua maior paixão. Quem garantia que aquele garoto que acordou em um quarto de hospital sem saber de nada da própria vida era realmente ele?”




2 comentários:

  1. Mais uma ótima resenha que me deixou muito satisfeito por ter agradado uma leitora atenciosa como você.
    Muito sucesso com o blog e o IG

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    1. Fico imensuravelmente feliz que tenha gostado! Sucesso para nós dois!

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