Ahhh, hoje a resenha é apaixonante!
LIVRO: 100
Folhas de Amor.
AUTOR (A): Manoel
Assis Rodrigues Borges.
EDITORA: Produção
Independente.
PÁGINAS: 199.
SINOPSE: "Nossa vida é um paginar de folhas...
Escolhamos a numeração do amor, para ser colocada no nosso livro do tempo. As
folhas aspergirão perfume nas palavras escritas..."
Encontramos no livro “100 Folhas de Amor” uma
grande coletânea de poemas apaixonantes, sendo eles falando sobre as mais variadas
vertentes do amor.
A obra possui poemas de amor familiar, amor
carnal, amor a dois, amor platônico, amor amigo, amor pelas terras natais, amor
sofredor, amor alegre... Todo e qualquer tipo de amor, afinal o que seria de
nós sem ele, certo?
Mesmo não parecendo, quem me conhece sabe que
gosto muito de poemas e o livro de Manoel (autor) me conquistou. Como o próprio
autor diz no inicio dele, seus poemas não seguem a risca a métrica intelectual,
mas sim o padrão de seu coração.
Essa característica somente do autor, nos permite
desvendá-lo um pouco mais do que ele permite em seus textos poéticos. Esse momento
entre leitor e autor é algo que sempre espero encontrar na leitura, mesmo que
pequeno, e muitas vezes não encontro.
Apesar do titulo, o livro conta com quase 200
páginas e elas transcorrem muito bem. As palavras singelas e atiçadoras em
conjunto, assim como é o amor em si, formam poesias lindas, daquelas que seriam
possíveis de se ler em meio a romances de jovens apaixonados antigamente.
A diagramação traz o lado mais gracioso do amor.
Todas as páginas trazem pequenos desenhos de múltiplos corações diferentes e a
capa, pintada por Ana Fernanda da Silveira Amorim (11 anos), mostra a meiguice com
que o amor conta muitas vezes.
Ler essa obra foi uma experiência encantadora.
Espero por mais obras do autor!
Deixo abaixo, para vocês, o poema que, para mim, mais
tem a essência do amor:
“No Amor
No amor, quanto
menos expectativa houver, melhor.
Deixe-o fluir
pelas asas da emoção.
Não o aprisione
em regras e ponderações
E, quando duvidas
suscitarem, recolha as incertezas
De grão em grão.
No amor, não há
que se ter medo de perder
O sentimento de
perda não é vinculado a ele.
Do amor só se
extrai a satisfação e o prazer
A alegria descontraída
e intensa de viver.
No amor, não se
deve barganhar.
Nele, o único escambo
a existir é a cumplicidade
A permuta conivente
de carinho e afetividade.
Pois amor é um
sentimento raro e esplendor
E como tal,
desde o nascimento, sabe apenas ofertar.
No amor, há
apenas verdade...
Quem ama não
mente!
Quem ama fala
com o coração, somente.
E o coração é o
que possuímos demais verdadeiro.
É sinônimo de autenticidade.
“

Agradeço-te, Carol, pela bela resenha. Meus parabéns! 💘
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