Heeey pessoal! Mais uma resenha de um livro da nossa parceira Editora Vozes. Espero que gostem!
LIVRO: O Triste Fim de Policarpo Quaresma.
AUTOR (A): Lima Barreto.
PÁGINAS: 303.
EDITORA: Vozes.
SINOPSE: “O triste fim de Policarpo Quaresma foi escrito por Lima
Barreto, considerado um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.
Ao criar o Major Quaresma, Lima Barreto dá vida a um personagem de grande
riqueza e performance na Literatura Brasileira, já que o mesmo se expressa e
explora as mais diversas opiniões e ideologias através do seu jeito simples, da
sua inocência e da sua firme crença no Brasil e nas maravilhas da nossa
realidade nacional. Aliás, patriotismo e nacionalismo são palavras-chave para
se compreender este romance.”
A obra “O Triste Fim de Policarpo
Quaresma” apresenta o ‘major’ Quaresma. Um senhor que é inteiramente brasileiro,
regionalista e acha que muitos dos costumes de nosso país não são valorizados.
Por conta disso, ele adota costumes no mínimo estranhos para os parâmetros da época.
Quaresma lê
muito, tem aulas de violão, estuda o tupi (língua dos índios nativos) e fala
das terras brasileiras com ardor. Em um ímpeto, ele escreve para as autoridades
querendo que troquem a língua portuguesa pelo tupi.
Esse pedido o transforma
em chacota de toda a população, e até em um manicômio ele vai parar. Com essas
e outras atitudes, Quaresma vai levando a vida tentando sempre voltar às
origens brasileiras. Mas, será que conseguirá?
Lima Barreto é
um escritor da época do Pré-Modernismo, então muitas das características desse período
– como linguagem coloquial, valorização da cultura, visão irônica da vida, etc
- estão extremamente presentes na obra.
A escrita,
como já dito, é feita com uma linguagem mais coloquial, cheia de gírias da época
(na maioria africanas e indígenas), e incluindo também uma grande mescla linguística
com termos em italiano e francês.
Nesses
momentos de ‘salada’ linguística é que a Editora Vozes entra com tudo. As notas
de roda pé na obra são de grande ajuda na leitura e as folhas cinza do
fim dão uma ótima assistência para quem quiser saber um pouco mais do contexto
daquela época.
Uma leitura
encantadoramente intrigante, em muitos momentos engraçada e com o fim um tanto
triste. Mostra o que muitos sorem por ser diferentes dos demais, por não serem alienados
e querer outras coisas.
Indico muito a
obra. E a você, caro cidadão, que lerá por conta dos estudos: vai na fé que o
livro é demais!
Deixo abaixo,
para vocês, a minha seleção de trechos:
"- É bom
pensar, sonhar consola.
- Consola, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens...".
- Consola, talvez; mas faz-nos também diferentes dos outros, cava abismos entre os homens...".
“Não é só a
morte que nivela; a loucura, o crime e a moléstia passam também a sua rasoura
pelas distinções que inventamos.”
“De todas as
coisas tristes de ver, no mundo, a mais triste é a loucura; é a mais depressora
e pungente.”

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